
Primeiro encontro do ano reuniu integrantes dos conselhos, lideranças do setor e representantes de instituições parceiras para discutir eixos estratégicos e desafios para o sistema de saúde brasileiro.
Realizada no dia 29 de janeiro, em São Paulo, a 1ª Assembleia Geral Extraordinária de 2026 do ICOS reuniu conselheiros, representantes institucionais e convidados para discutir as prioridades estratégicas do Instituto para o novo ano.
A reunião contou com a presença de Giovanni Guido Cerri, presidente do ICOS; Cláudia Cohn, vice-presidente; e Denise Eloi, diretora executiva, além de lideranças que integram os conselhos, como Fernando Silveira Filho (ABIMED), César Nomura (Abramed), Francisco Balestrin (FESAÚDE/Sindhosp), Renato Casarotti (Abramge), Carlos Eduardo Gouvêa (CBDL), Cibele Zanotta (ACESSA), Sérgio Rocha (ABRAIDI) e Fabrício Campolina, executivo e pesquisador da área da saúde.

Também participaram Arnaldo Hossepian Salles Lima Junior, diretor-presidente da Fundação Faculdade de Medicina (FFM), e Marco Bego, diretor-executivo do InovaHC, além de dirigentes de instituições associadas e representantes de entidades parceiras do Instituto. A ocasião contou ainda com a presença de alguns dos idealizadores do ICOS, como Antônio Britto (Anahp), Henrique Neves (HIAE) e Francisco Balestrin (FESAÚDE/Sindhosp).
Durante o encontro, foram apresentados o balanço das ações desenvolvidas em 2025 e os eixos estratégicos que orientarão as atividades do ICOS em 2026, em um debate que abordou temas como governança, inovação, políticas públicas e fortalecimento da comunicação institucional.
A Assembleia foi aberta com a apresentação da diretora executiva Denise Eloi, que destacou as principais ações e resultados alcançados pela instituição em 2025. Nesse momento inicial, foram apresentados, além da pauta do dia, um panorama abrangente do trabalho desenvolvido pelo ICOS no último ano, marcado pela consolidação de sua governança, pela ampliação de parcerias estratégicas e pelo fortalecimento do Fórum Político Permanente da Saúde, reconhecido por autoridades e instituições do setor como espaço relevante de diálogo e proposição.
“O ano de 2025 foi de intenso trabalho, com grandes entregas coletivas e a renovação parcial da nossa governança, mantendo o ICOS como uma referência de articulação no campo da saúde”, destacou Denise, ressaltando ainda que todos os associados do ICOS irão receber um exemplar do Resumo Executivo 2025, atualmente já disponível em versão digital aqui no site do ICOS.

Entre os marcos do período estiveram as reuniões de conselho e assembleias, com destaque para a posse da nova diretoria, que reconduziu à presidência o professor Giovanni Cerri e à vice-presidência Cláudia Cohn. O ano de 2025 marcou também a celebração dos 10 anos de atuação do ICOS.
O balanço apresentou ainda avanços em políticas públicas e regulação, como a publicação do policy paper sobre regulação da Inteligência Artificial no Brasil, desenvolvido em parceria com a FGV Direito, o InovaHC, além da participação ativa do ICOS em audiências públicas e debates no Congresso Nacional.
Foram firmadas novas parcerias institucionais, entre elas com o HC-FMUSP, por meio da publicação Cátedra InovaHC – Ciência, avaliação e inovação para transformar a saúde pública, o Acordo de Cooperação Técnica com o Instituto Ética Saúde (IES), e ampliado o número de organizações associadas, fortalecendo a rede de colaboração reunida pelo ICOS.
Na área de comunicação, o ICOS expandiu sua presença digital com o relançamento do site e a entrada no Instagram, democratizando o acesso às suas iniciativas. “Nosso propósito segue sendo o de avançar com uma estrutura enxuta, mas sustentada por um capital intelectual robusto, que é o das instituições que fazem parte do ICOS”, complementou Denise.
A segunda parte da Assembleia foi dedicada à atualização da agenda estratégica de 2026, com a apresentação de novas diretrizes e estruturas de trabalho.
Denise Eloi anunciou a criação das comissões técnicas permanentes, que substituirão os grupos de trabalho pontuais, garantindo maior continuidade e assertividade às iniciativas do Instituto.

Entre as novidades estão o lançamento do podcast do ICOS, voltado ao diálogo com o setor e a sociedade, e a revisão do documento Propostas para a Saúde do Brasil 2023–2030, que será atualizado para refletir avanços e novos desafios da saúde pública e suplementar para ser entregue a todos os candidatos à presidência da república em 2026.
A vice-presidente Cláudia Cohn reforçou a importância de uma leitura compartilhada das prioridades do Instituto: “Mais do que falarmos, queremos ouvir. As deliberações estão encaminhadas, mas o essencial é garantir que todos compartilhem uma mesma visão de futuro”.
Fernando Silveira Filho destacou a necessidade de um ambiente regulatório e tributário que estimule novos investimentos no setor industrial da saúde. César Nomura abordou o impacto das oscilações de energia em hospitais e laboratórios e defendeu maior protagonismo das instituições de saúde em temas ambientais e de interoperabilidade de sistemas.
Francisco Balestrin enfatizou a importância de discutir a sustentabilidade assistencial sob uma perspectiva sistêmica, incluindo o setor público, e sugeriu que o ICOS aprofunde as análises sobre os determinantes sociais da saúde e a segurança urbana como fatores de impacto sobre o bem-estar coletivo.
A reunião também contou com intervenções de lideranças e representantes de instituições parceiras. Arnaldo Hossepian Salles Lima Junior apresentou a Plataforma Nacional de Medicamentos, projeto desenvolvido a partir de parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Instituto de Matemática da USP e o InovaHC.

A iniciativa, voltada à qualificação da judicialização da saúde, permitirá que magistrados tenham acesso a informações técnicas confiáveis sobre medicamentos judicializados.“O objetivo é assegurar que a judicialização da saúde ocorra de maneira qualificada, preservando recursos públicos e privados e fortalecendo as políticas de acesso”, afirmou.
Na sequência, Henrique Neves destacou a urgência de qualificar a formação de profissionais de saúde e reavaliar modelos de financiamento baseados em volume, propondo maior foco em qualidade e prevenção.
Renato Casarotti (Abramge) abordou duas frentes de atenção: os impactos da proposta relativa à escala 6X1 no setor e o acompanhamento dos projetos de integração público-privada conduzidos pelo Ministério da Saúde.
Por fim, Marco Bego apresentou os avanços do projeto de interoperabilidade de dados clínicos, desenvolvido em parceria com a B3 e hospitais de referência. O projeto-piloto, já em curso, deverá demonstrar ganhos expressivos de eficiência e segurança na troca de informações.
Após a abertura do microfone para manifestações dos participantes, Cibele Zanotta (Acessa) destacou a necessidade de modernizar normas e agilizar processos regulatórios para favorecer a inovação e a competitividade do setor.
Fabrício Campolina sugeriu que o ICOS amplie sua atuação em políticas públicas ligadas à longevidade, saúde digital e educação, antecipando discussões estruturantes para o país.
Carlos Eduardo Gouvêa (CBDL) reforçou a importância do diagnóstico como pilar da atenção primária e defendeu o fortalecimento da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial (PNDL), atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

Encerrando os debates, o presidente Giovanni Guido Cerri destacou a comunicação como tema central para o fortalecimento institucional e a aproximação com a sociedade:
“Precisamos aprimorar nossa comunicação, traduzindo o conhecimento produzido pelos nossos grupos e pelas instituições associadas em informação acessível e relevante. Esse diálogo é fundamental para fortalecer o setor e ampliar a visibilidade do ICOS como articulador do ecossistema da saúde”, afirmou.


