
O Instituto Coalizão Saúde (ICOS) apoia o Observatório Permanente da Saúde 2050, iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED), instituição associada ao ICOS, desenvolvida em parceria técnica com a Fundação Instituto de Administração (FIA).
Voltado à construção de uma visão de longo prazo para a saúde brasileira, o Observatório busca contribuir para que o setor avance na direção de uma política de Estado, capaz de superar a lógica dos ciclos eleitorais e orientar decisões estruturantes para as próximas décadas.
O apoio à iniciativa está alinhado ao papel do ICOS de promover a articulação entre diferentes agentes e segmentos da saúde, estimulando o diálogo e a construção conjunta de propostas para o desenvolvimento e a sustentabilidade do sistema.
Como parte desse apoio, o Observatório Permanente da Saúde 2050 ganhou espaço na programação do Fórum Político Permanente da Saúde, realizado pelo ICOS em julho. A iniciativa foi apresentada por Fernando Silveira Filho, Presidente da ABIMED, durante o encontro, que reúne lideranças e representantes de diferentes segmentos para debater temas estratégicos e caminhos para a saúde brasileira.

“É importante destacar que o Observatório nasceu como uma iniciativa da ABIMED, mas contou, desde o início, com o apoio fundamental do Instituto Coalizão Saúde. O ICOS traz justamente a transversalidade necessária para que a saúde deixe de atuar de forma fragmentada e passe a funcionar como um setor convergente”, afirmou Fernando durante a apresentação.
O trabalho do Observatório parte da análise da evolução da saúde brasileira nas últimas décadas e emprega metodologias de construção de cenários de longo prazo, referências internacionais e diferentes sistemas de inteligência artificial para identificar tendências, desafios e possibilidades para o setor.
A questão central que orienta o projeto é como construir um sistema de saúde capaz de responder a transformações como o envelhecimento da população e as mudanças climáticas, preservando sua sustentabilidade financeira e operacional.
Para isso, o estudo está organizado em sete eixos estratégicos: Revolução Digital na Saúde; Tecnologia e Inovação; Instituições e Mercado; Acesso e Qualidade; Administração, Regulação e Segurança; Mudanças Climáticas e Saúde; e Custo Brasil e Tributação.
A análise também incorpora referências e indicadores internacionais e considera fatores como biotecnologia, transformação digital, soberania tecnológica, interoperabilidade, equidade e envelhecimento populacional.
A partir desse conjunto de informações, foram construídos quatro cenários possíveis para 2050: Vegetativo, Refratário, Linear e Regenerativo. Este último representa o horizonte buscado pela iniciativa: um sistema capaz de se renovar continuamente, promovendo maior integração, sustentabilidade e melhores resultados para a população.
Mais do que antecipar como será a saúde no futuro, a proposta é utilizar os diferentes cenários para orientar decisões que precisam começar a ser tomadas no presente.

O Observatório entra agora na fase de elaboração de proposições, que deverão contemplar ações, responsáveis, indicadores e mecanismos permanentes de acompanhamento. A intenção é estabelecer uma plataforma contínua de conhecimento e monitoramento da evolução da saúde brasileira, e não produzir um documento vinculado a um governo ou ciclo eleitoral específico.
Ao apoiar a iniciativa e abrir espaço para sua apresentação no Fórum Político Permanente da Saúde, o ICOS reforça sua atuação como articulador do setor, aproximando instituições, lideranças e diferentes perspectivas em torno de agendas capazes de contribuir para o desenvolvimento da saúde no país.
Como destacou Fernando Silveira Filho durante o Fórum, o Observatório foi concebido para ser uma construção coletiva, aberta à participação de diferentes agentes comprometidos com o futuro da saúde brasileira.
