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Modelos de Pagamento Baseados em Valor são uma ferramenta que, se adequadamente implementada, podem fazer com que a cadeia de valor da saúde, tendo como base um melhor cuidado e efetividade dos gastos, se torne mais sustentável.

Modelos de Pagamento Baseados em Valor, ou qualquer outra ferramenta individual, não são uma panaceia para resolução de todos os problemas do setor, mas podem catalisar a mudança necessária para um cuidado de saúde mais custo-efetivo e de alta qualidade.

Um outro grande equívoco é acreditar que pagamento por valor é uma forma de fazer com que os prestadores de serviços gerem mais qualidade com menos recursos. Se implementados de forma correta, os novos modelos de pagamento podem ser responsáveis por melhores resultados em saúde, que consequentemente proporcionam uma otimização de custos.

As experiências mundiais na implementação de Modelos de Pagamento Baseados em Valor têm mostrado que não há uma simples solução que possa ser facilmente replicada de um contexto para outro. Entretanto, a busca de soluções conjuntas pelos elos da cadeia da saúde, por si só, tem o poder de melhorar a governança e a eficiência do setor.

Para o sucesso na implementação deste tipo de iniciativa, transparência, colaboração e o desenvolvimento de bases de confiança são fundamentais. Neste processo de construção conjunta, alguns elementos-chave precisam ser considerados. Entre eles:

Definir claramente a população-alvo – Ação crucial e faz parte de um dos primeiros passos para a migração para um novo modelo de cuidado tendo como base o valor.

Definição de escopo dos serviços incluídos – Em um Modelo de Pagamento Baseado em Valor, é preciso definir quais os objetivos primários se pretende atingir com a migração do modelo. Incluir ou excluir serviços delimitando seu escopo também impacta diretamente a dinâmica contratual entre pagador e prestador e as medidas de desfecho escolhidas.

Criar uma arquitetura de modelos de pagamento – Experiências internacionais, onde pagamento com base em valor é um conceito mais desenvolvido, têm validado diferentes arquiteturas de modelos para certas populações, escopo de serviço e grau de compartilhamento de risco. Embora haja lições a serem aprendidas de casos no exterior, adaptar tais modelos à realidade brasileira se faz necessário.

Estabelecer medidas de desfecho – Indicadores bem definidos que possuam relevância, principalmente clínica, conectarão a assistência com o modelo de pagamento escolhido para a população-alvo determinada. Estabelecer tais medidas que impactarão diretamente o desfecho clínico e que servirão de base de modulação para a remuneração do serviço prestado é imprescindível e algumas variáveis devem ser consideradas.

Texto produzido a partir de excerto da publicação Modelos de Pagamento Baseados em Valor