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Ponto crítico – Considerando toda a realidade brasileira, principalmente dos prestadores de serviço, dificuldades ainda básicas com relação a tecnologia e infraestrutura são um fator crítico na implementação de novos Modelos de Pagamento Baseados em Valor.

A falta de integração entre sistemas de informação – não só entre diferentes entidades, mas também muitas vezes dentro da própria organização – também é uma barreira. Ainda existe uma resistência do setor em implantar e aceitar a tecnologia como uma ferramenta que apoiará o serviço assistencial em todos os seus níveis e ainda são poucas as entidades que assumiram que a tecnologia bem aplicada pode gerar economia e melhor serviço ao cidadão.

Proposição – Uma infraestrutura adequada de tecnologia de informação é fundamental para a implementação adequada de Modelos de Pagamento Baseados em Valor – captura, análise e agregação adequadas de métricas de desfecho, dados do paciente, coorte e população, bem como análise conjunta e cruzamento de informações clínicas e de custos com integração de múltiplos sistemas de informação do prestador são apenas alguns exemplos de onde IT se faz fundamental.

Além disso, a integração (interoperabilidade) entre os sistemas dos prestadores (muitas vezes múltiplos prestadores) e pagadores também é fundamental para implementação de Modelos de Pagamento Baseados em Valor, em que análise conjunta e transparência de dados se faz fundamental.

Conceitos e soluções de IT, como armazenamento de Big Data em nuvem, têm sido uma solução eficiente para garantir a segurança e o compartilhamento da informação. Dessa forma, a qualidade do serviço, seu custo e a tomada de decisão podem ser facilitados e a geração de valor, assim como a integração da cadeia, menos complexa.

Proposições específicas nesta área incluem:

1) Adaptação e aprimoramento dos sistemas de IT como uma parte intrínseca e estratégica na transição para Modelos de Pagamento Baseados em Valor;

2) Profissionais de IT (e Qualidade, quando apropriado), desde o início das discussões de pilotos de novos modelos de pagamento, com um olhar para a possibilidade de expansão de modelos e investimentos em IT necessários a longo prazo;

3) Considerar investimentos conjuntos e compartilhados na melhoria da interoperabilidade dos sistemas entre pagadores e prestadores, na medida em que forem necessários para implementação de Modelos de Pagamento Baseados em Valor;

4) Definição de padrões de dados no mercado brasileiro para reduzir custos de integração;

5) Promover sistema de prontuário eletrônico único e integrado para sistemas públicos e privados

Retirado da publicação Modelos de Pagamento Baseados em Valor