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Segundo estudos, uma maior integração e inteligência no uso de dados podem resultar em ganhos de até 35% para o sistema. Existe um grande potencial para maior uso de dados e inovação em três áreas-chave apresentadas a seguir.

Integração e interoperabilidade de dados: a maior integração de dados torna o sistema mais eficiente, com ganhos que podem chegar a 15% de aumento de margem líquida por leito hospitalar, considerando receita/leito = R$1 milhão e 10% a 15% de margem de lucro para um hospital sem fins lucrativos.

Big Data e Advanced Analytics: o uso de dados pode resultar em reduções de cerca de 10% nos custos com saúde nos Estados Unidos, considerando como linha de base os custos com saúde do país em 2011, sendo as principais aplicações:

  • Suporte a decisões clínicas a partir de evidências: agrega dados individuais e de pesquisa para recomendar tratamentos ideais com base nas melhores evidências clínicas.
  • Modelos preditivos baseados em insights: avalia doenças, resultados e riscos entre pacientes e populações. Analisa alternativas de tratamento e resultados a fim de determinar procedimentos ideais.
  • Análise em tempo real de grandes bases de dados: análise em tempo real de Big Data de genoma e métricas de desempenho de forma granular.

Modelos inovadores de atendimento: o uso de telessaúde pode reduzir os custos com saúde em até 2%, aumentando qualidade e acesso, considerando como base um grande país da OCDE. As tecnologias digitais permitem atender e monitorar os pacientes em formatos mais eficientes, tais como:

  • Agendamento de atendimento: portais online proporcionam transparência sobre a disponibilidade dos médicos e agendamento em qualquer momento. Aumenta a utilização dos médicos e o fluxo de pacientes nos hospitais.
  • Telemedicina: interface para permitir a interação remota entre médicos e pacientes por meio de compartilhamento de dados via vídeo. Aumenta o alcance geográfico do provedor e reduz custos, facilitando o acesso dos pacientes ao atendimento.
  • Monitoramento remoto: dispositivos para monitorar os sinais vitais dos pacientes fora das unidades de saúde. Permite intervenções preventivas e fornece dados para análise.
  • Adesão ao uso de medicamentos: dispositivos para monitorar e promover a adesão dos pacientes ao uso dos medicamentos prescritos. Aumenta a eficácia dos medicamentos e fornece dados para aprimorar pesquisas.
  • Suporte ao bem-estar: dispositivos e aplicativos para monitorar a alimentação e a prática de exercícios, assim como ensinar e conectar os pacientes. Aprimora a dieta, os exercícios, a educação e o aspecto emocional.

O investimento em pesquisa e desenvolvimento é importante para garantir que essas tecnologias sejam desenvolvidas. Entretanto, atualmente há pouco investimento e há lentidão nas aprovações e incorporações, reduzindo a taxa de conversão de pesquisas acadêmicas em novas tecnologias.

Retirado da publicação Coalização Saúde Brasil – Uma agenda para transformar o sistema de saúde