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O Instituto Coalizão Saúde realizou na manhã desta quinta-feira (23/05), durante a Feira Hospitalar 2019, o Fórum ICOS – Saúde Digital e Sustentabilidade: A Tecnologia como Estratégia de Transformação. O evento, que incluiu o lançamento da publicação ICOS “Orientações Práticas em Saúde Suplementar – tudo o que o contratante precisa saber”, contou com a presença de algumas das principais lideranças do setor saúde – entre elas, representantes do setor público e privado.

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Após o lançamento da publicação para autoridades – na Sala da Presidência da Expo Center Norte –, os trabalhos tiveram continuidade no Auditório 14 do complexo, onde o lançamento foi apresentado ao público, com a participação de Claudio Lottenberg, Presidente do ICOS; Giovanni Cerri, Vice-presidente da Instituição; Leandro Fonseca, Diretor-presidente da ANS; Rogério Afif, Diretor de Acesso e Relações Governamentais da Abbvie; Rafael Lucchesi, Superintendente SESI Nacional; e Alberto Ogata, coordenador do grupo de trabalho ICOS.

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A CEO do ICOS Denise Eloi deu início às atividades, agradecendo o segundo ano consecutivo de parceria com a Feira Hospitalar e chamando a atenção para a importância do encontro entre os diferentes atores da cadeia de saúde, e da iniciativa do ICOS em organizar, num único volume, as consolidações de normais públicas envolvendo a saúde suplementar.

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Após breve apresentação de Alberto Ogata, que ressaltou a imparcialidade da publicação e seu oportuno lançamento – “No momento atual, esse o material mais abrangente que temos voltado para contratantes, comentou –, a palavra foi passada para Giovanni Cerri, que destacou a contribuição da publicação para o melhor conhecimento da saúde suplementar. “É muito importante que consigamos buscar essa convergência”, afirmou Cerri. “Uma união para oferecer à população uma saúde de melhor qualidade e aumentar o acesso. E esse trabalho mostra que é possível buscar pontos em comum, que sejam de interesse para todos”.

Ainda no âmbito do lançamento, Rogério Afif reforçou o compromisso da Abbvie com a sustentabilidade do setor e importância do trabalho conjunto com o ICOS nessa empreitada. “Sabemos que não se trata apenas de um modelo assistencialista, mas sim de um modelo de promoção e educação em saúde”.

Emmanuel Lacerda iniciou suas considerações mencionando as 11 milhões de pessoas beneficiadas pela indústria no Brasil, por meio da saúde suplementar. “O plano de saúde entra na agenda da empresa como um benefício e agora passa a ser um mecanismo de gestão de saúde”.

As discussões acerca da necessidade de um maior engajamento por parte dos contratantes de planos de saúde foi o ponto de partida da apresentação de Leandro Fonseca. “E agora apoiamos com muito orgulho e prazer o lançamento dessa publicação que, em grande medida, complementa uma das missões da ANS: reduzir ou mitigar uma das falhas de mercado mais relevantes que é a assimetria de informação”, ponderou. “Dando informação, especialmente ao contratante de planos de saúde, entendemos que é possível acelerar o processo de mudança no modelo assistencial, que tanto precisamos”.

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A tecnologia e a sustentabilidade do setor saúde

Após o lançamento, teve inicio o primeiro dos dois painéis que compuseram o Fórum ICOS – Saúde Digital e Sustentabilidade: A Tecnologia como Estratégia de Transformação, com o tema “A transformação digital como estratégia para a melhoria da produtividade e sustentabilidade do setor”. Compuseram a mesa, ao lado de Claudio Lottenberg e Leandro Fonseca, o Presidente da FenaSaúde João Alceu, e Nicolas Toth, Diretor da Sharecare na América Latina. As discussões tiveram mediação de Fabrício Campolina, Coordenador do grupo de transformação digital da Abimed e Diretor Sênior Ethicon Brasil da Johnson & Johnson.

 

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“Hoje, a saúde representa quase 10% do Produto Interno Bruto do Brasil e temos desafios importantes com relação às questões do envelhecimento da população e da apropriação tecnológica”, afirmou Claudio Lottenberg, durante a abertura do debate, avaliando também que “a saúde ainda não alcançou os processos de automação e segurança que possam representar um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis”.

A palavra foi passada a João Alceu, que abordou a importância da tecnologia no campo dos cuidados médicos. “A chamada ‘saúde 4.0’ – como tem sido apelidado esse novo momento do setor – muda o eixo da prática médica de uma saúde reativa para uma saúde proativa – onde a lógica é outra, calcada na captura de informações vitais e no acionamento precoce das opções de cuidado”.

Os avanço tecnológico por trás da telemedicina entrou em pauta na pergunta feita por Fabrício Campolina a Nicolas Toth acerca do papel do médico e dos demais profissionais de saúde numa era que Campolina denominou como “high touch”, em referência à aproximação entre médico e paciente que os novos dispositivos podem proporcionar. “A digitalização irá desembocar na democratização da saúde”, afirmou Toth em sua resposta. “Não basta apenas colocar o indivíduo no centro do sistema. É preciso falar com essa pessoa, interagir com ela e entendê-la. E a digitalização pode ajudar nesse processo”.

Saúde digital

Com o tema “Gestão do futuro: a saúde digital na geração de valor para a saúde corporativa”, o debate do segundo painel, mediado pelo Vice-presidente do ICOS, Giovanni Cerri, reuniu Rodrigo Aguiar, Diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS; Charles Souleyman, Diretor Executivo do Centro de Treinamento Edson Bueno; e Luiz Rodrigo Barros e Silva, Presidente Interino da Optum Brasil – ao lado de Emmanuel Lacerda e Rogério Afif.

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As discussões tiveram início com Charles Souleyman falando sobre a gestão da saúde corporativa hoje no Brasil e sobre como a saúde digital pode contribuir como alavanca propulsora na geração de valor dessa área da saúde. “A coisa mais importante quando falamos em transformação digital não é o ‘digital” e sim a transformação”, começou Souleyman, citando como parte fundamental do processo transformador aumentar o acesso dos usuários a informações acerca das implicações do uso – muitas vezes não orientado – dos recursos. O que, por sua vez, encontra nas empresas contratantes um poderoso agente difusor desse conhecimento. “A gente precisa trabalhar ombro a ombro com as corporações para desenvolver modelos de saúde e mudar a lógica que rege atualmente as escolhas [da gestão do benefício saúde]”

Durante sua participação no painel, Rodrigo Aguiar falou sobre os esforços da ANS em estreitar o relacionamento com as empresas – compromisso reforçado, como destacou Giovanni Cerri, com o apoio dado ao lançamento da publicação ICOS “Orientações Práticas em Saúde Suplementar – tudo o que o contratante precisa saber”. “A ANS vem tentando promover a regulação de uma forma contemporânea”, explicou Aguiar. “Saindo do modelo regulatório normativo para um modelo indutor, condutor e intermediador de bons debates e boas relações”.

Luiz Rodrigo Barros e Silva abordou o papel de empresas de tecnologia, como a Optum, na gestão da saúde corporativa, utilizando os avanços como ferramentas para um salto de qualidade nessa gestão. “É possível contribuir bastante a fim de trazer o resultado esperado pelas empresas contratantes”, afirmou. “Não no sentido de tomar conta da vida desse colaborador e extrair dele o máximo de produtividade, mas sim no que diz respeito a valorizar a atenção dada à gestão de saúde, para que se obtenha melhores resultados”.

O Fórum ICOS – Saúde Digital e Sustentabilidade: A Tecnologia como Estratégia de Transformação teve participação ativa da plateia, que lotou o Auditório 14 da Expo Center Norte, por meio de perguntas dirigidas a todos os participantes dos debates – questões essas que foram amplamente respondidas pelos especialistas, contribuindo para tornar ainda mais rico o debate promovido por mais essa iniciativa do Instituto Coalizão Saúde.

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