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Melhorar o sistema de saúde do Brasil significa atingir três objetivos em áreas nas quais atualmente se enfrentam importantes desafios:

O primeiro deles é melhorar o estado da saúde da população. Apesar do avanço das últimas décadas – por exemplo, em termos da redução da mortalidade infantil e do aumento do acesso à atenção primária por meio da Estratégia da Saúde da Família, introduzida em 1994 –, algumas “Metas do milênio” não foram atingidas – entre elas a redução da mortalidade materna.

Além disso, o desafio para as próximas décadas é ainda maior com os novos “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (ODS) propostos pela ONU e que visam alcançar objetivos dos quais o Brasil atualmente ainda está distante, tais como a erradicação da epidemia de tuberculose (ainda relevante no país, em especial em regiões carentes) e a diminuição pela metade das mortes por acidentes de trânsito.

Outro ponto importante é incrementar a satisfação dos cidadãos. A área de saúde é considerada uma das mais importantes para os brasileiros, sendo constantemente apontada, em diversas pesquisas, como a principal preocupação dos cidadãos. Pelo mesmo motivo, também é a saúde que gera maior insatisfação para os brasileiros.

Por fim, observa-se a importância de assegurar a sustentabilidade financeira. Os gastos crescentes com a área da saúde não são um desafio exclusivo do Brasil. A sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde é discutida hoje em diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento. No Brasil, se os gastos continuarem evoluindo com a mesma taxa dos últimos anos, poderão chegar a representar de 20% a 25% do PIB, tornando o sistema insustentável (a média dos países desenvolvidos é de 10% do PIB).

Excertos do capítulo Forças que Pressionam o Sistema de Saúde, parte da publicação Coalizão Saúde Brasil – Uma agenda para transformar o sistema de saúde.